5 min de leituraWebTraffic

De web analytics a GA4: décadas medindo marketing digital

Antes do GA4, medir campanha era trabalho manual. Veja o que décadas de medição em marketing digital ensinam sobre dado confiável hoje.

Capa do artigo sobre Analytics e BI: De web analytics a GA4: décadas medindo marketing digital

A análise de dados de marketing digital no Brasil começou no início dos anos 2000, quando medir campanha significava ler log de servidor e montar relatório à mão. As ferramentas gratuitas de análise de audiência chegaram por volta de 2005 e popularizaram a prática. O GA4, que hoje é o padrão, é a quarta geração dessa mesma disciplina.

Quando medir na internet ainda era trabalho manual

O primeiro instrumento de medição na web não foi feito para marketing. Era o registro que o servidor guardava de cada arquivo entregue, criado para diagnosticar falha, e alguém teve a ideia de contar linhas dele para estimar visita.

Daí saíam números que hoje soam absurdos. Cada imagem da página contava como uma requisição, então uma visita virava dezenas de registros. Separar pessoa de robô era trabalho de filtro manual, e a mesma página lida duas vezes podia aparecer como dois visitantes.

Esse instrumento improvisado deixou uma marca cultural. Como os números eram grandes e favoráveis, o relatório de marketing digital nasceu otimista, e o mercado levou anos para desconfiar dele. A primeira geração de profissionais da área aprendeu a apresentar audiência, não resultado.

Por volta de 2005, a medição deixou de ser lida do servidor e passou a ser declarada pelo próprio site, com um código na página. Foi a mudança que tornou possível saber qual campanha originou a venda, e não só quantos arquivos foram servidos.

A célula de BI que a empresa montou antes de virar categoria

Painel pronto não existia. Quem quisesse mostrar ao cliente investimento, visita e venda na mesma tela precisava juntar três fontes à mão, toda semana, e explicar as divergências entre elas.

A WebTraffic montou célula própria de business intelligence e uma ferramenta interna para gerar esses relatórios. Ela é ativo histórico, não produto de hoje, e o que sobreviveu dela não foi o software.

O que sobreviveu foi uma exigência de processo: número que chega ao cliente passa por alguém que sabe como ele foi produzido. Painel que ninguém consegue explicar não é entregue, mesmo que esteja bonito e atualizado.

A parte cara nunca foi montar o relatório. Era conciliar: a plataforma de mídia contava uma venda, o sistema do cliente contava outra, e alguém precisava explicar a diferença sem inventar. Essa conversa acontecia toda semana, e é a origem de quase tudo que a casa sabe sobre dado confiável.

Do relatório manual ao GA4: a mesma disciplina, ferramentas diferentes

A troca de geração acontece a cada poucos anos e sempre pela mesma razão: a forma de contar deixa de bater com a forma de comprar. O modelo de sessão fazia sentido quando a pessoa usava um computador; ele começou a mentir quando ela passou a pesquisar no celular e comprar no desktop.

O GA4 é a resposta a isso. Ele abandona a sessão como unidade e conta evento, o que aproxima a medição do comportamento real e, de quebra, joga no colo do time a decisão de quais eventos existem.

Essa é a parte que a troca de ferramenta nunca resolve. Definir o que conta como conversão, o que conta como lead qualificado e o que não conta como nada é decisão de negócio. Ferramenta nenhuma toma essa decisão por você, e toda ferramenta permite tomá-la errado.

Toda troca de geração cobra ainda um preço que quase ninguém orça: o histórico não migra. Métrica que mudou de definição não se compara com a antiga, e quem tenta comparar produz a pior espécie de gráfico, o que parece tendência e é troca de régua.

A conduta que evita isso é declarar a mudança de régua no momento em que ela acontece. Um salto no painel que veio de uma definição nova precisa estar escrito ao lado do número. Sem isso, alguém vai comemorar um progresso que não existiu.

Por que dado confiável continua raro

O instrumento ficou excelente e barato, e a desconfiança nos relatórios continua igual. A causa quase nunca está na ferramenta.

Está em três lugares. Na definição, quando ninguém escreveu o que cada métrica significa e dois times usam a mesma palavra para coisas diferentes. Na implementação, quando o evento dispara duas vezes ou não dispara na etapa que importa. E na governança, quando cada nova campanha cria um evento novo e ninguém aposenta os antigos.

Há uma quarta causa, que é de incentivo. Quem implementa a medição costuma ser quem será avaliado por ela, e isso não produz fraude, produz escolhas otimistas na hora de definir o que conta como conversão. Separar quem define a métrica de quem responde por ela custa pouco e resolve muito.

O resultado, quando nada disso é tratado, é um painel que ninguém contesta em reunião e ninguém usa para decidir. É o pior estado possível, porque parece que existe medição.

Nenhuma dessas causas se resolve comprando ferramenta melhor. Todas se resolvem escrevendo: a definição de cada métrica, o inventário do que dispara onde, e quem aprova a criação de evento novo. É trabalho chato e é o único que dura mais que a geração atual da plataforma.

Sair dele não começa por trocar de plataforma. Começa por um inventário do que está instrumentado, do que deveria estar e do que está mentindo, e é isso que a consultoria de analytics e BI entrega antes de mexer em qualquer painel. A metodologia da casa coloca esse passo antes da execução de propósito.

Solicitar diagnóstico de analytics

Quer esse tipo de direção na sua operação?

A WebTraffic dirige a performance de empresas e e-commerces com critério sênior.

Leia também