Neste exato momento está sendo travada uma disputa nas cortes de Estados Unidos e Europa sobre privacidade na web, e um conceito novo que está ganhando força, principalmente na Europa: o direito de ser esquecido na Web.

Basicamente estão em disputa duas opiniões diferentes. De um lado, o Google com a sua idéia de que tudo que existe deve ser indexado, e sempre colocando a responsabilidade pelo conteúdo em quem o publicou. De outro lado, milhares de usuários em todo o mundo, realizando ações para forçar o Google a deixar de exibir determinados conteúdos.

Alguns exemplos clássicos são de pessoas que já tiveram algum problema com a lei no passado, mas mesmo tendo pagado por seus erros, continuam tendo suas condenações exibidas. Há também uma moça que foi vítima de abuso e depois descobriu que seu endereço podia ser facilmente encontrado na Web. Por enquanto as cortes Americanas não estão sendo muito amigáveis com usuários que desejam ter seus dados apagados dos resultados de busca, mas por outro lado na Europa a história é bem diferente.

Tribunais da Espanha e Alemanha estão garantindo às pessoas o direito de serem esquecidas na web. Na Alemanha, uma vez que uma pessoa já pagou pelo seu crime, não pode mais ter o seu nome atrelado ao acontecido em reportagens. Do outro lado, os Americanos acreditam que o direito a publicar a verdade sobre o passado de qualquer pessoa é maior que o direito à privacidade.

Aqui no Brasil os principais problemas foram de algumas pessoas fotografadas pelo Google Street View e que entraram com ações para o Google remover as imagens sem sucesso. Também é longa a lista de problemas que o Google teve com o Orkut no Brasil, inclusive sendo obrigado a cooperar com a justiça em casos de pedofilia e outros crimes. De qualquer forma acho que a legislação aqui deve estar mais próxima dos EUA do que da Europa, e que o usuário brasileiro que não deseja ter o seu passado exposto no Google deve tomar os cuidados para que isso não aconteça.

E qual é a sua opinião sobre isso? Você acha que a liberdade de informação é maior que o direito individual de permanecer anônimo? Ou cada pessoa pode decidir o quanto de sua vida deseja expor na Web?

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Sobre Flávio Luizetto

Sócio e Diretor de Operações da WebTraffic, certificado GAP (Google Advertising Professional), e certificado Google Partner. Especialista em internet, usabilidade, performance, ROI e Interação em Redes Sociais (SMM). Palestrante em diversos eventos como o Search Labs’10, a III Semana de Marketing da Faculdade Cásper Líbero, palestra sobre Redes Sociais para 300 franqueados do Rei do Mate e vencedor do Prêmio Rotary de Liderança Juvenil.

Comentários

  1. Weverton Guedes disse:

    Ao mesmo tempo em a Google se entrelaça em mais um debate sobre o serviço de identidade do Plus (conforme declaração do chairman, Eric Schmidt), está em discussão no planalto a Lei Azeredo, que restringe as liberdades digitais e prioriza a criminalização do usuário, e logo será votado na câmara.

    Duvido muito que essa disputa vai pender para lado do usuário

  2. Guilherme Pinotti disse:

    Acredito que se você está na web é para ser visto. Quer privacidade, não entre em contato com tecnologia.
    Uma vez que alguém está utilizando os serviços da internet para um motivo X, esse mesmo alguém pode ser vítima de suas intenções.

    Talvez o único caso mais absurdo seja de fato o Google Street View, pois não há controle sobre esse serviço.

    A web pode, hoje, te alavancar ou pôr para baixo em questão de minutos. Aonde cada um vai estar?

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