Ultimamente tenho visto por aí muitos sites lindos, com gráficos incríveis, HTML 5 e CSS 3, mas na hora de se navegar por ele, fica fácil de se perder ou de não encontrar o que você quer. Isso pode sinalizar alguns problemas. Falta de estudo e entendimento do público-alvo do site, falta de arquitetura da informação, ou o mais comum dos problemas: mal planejamento da navegação.

Muitos designers começam a conceber o layout de um site pela home, sem pensar muito na navegação, quantos níveis, e que peso cada uma das páginas tem para o usuário final alcançar seu objetivo.

Desenhar a navegação de um site é uma arte, e os designers se tornam cada vez melhores nisso com o tempo e com a prática. Tem tudo a ver com uma boa arquitetura da informação.

Organizando a Estrutura de Navegação

Abaixo cito alguns métodos e boas práticas sobre a organização da navegação, que podem levar a uma experiência do usuário mais intuitiva e a uma maior taxa de conversão.

Primário x Secundário

Isso é básico: todos os sites (especialmente os que têm muito conteúdo) precisam de um menu de navegação. Quanto mais informações e funcionalidades o site tiver, maior o desafio de levar o usuário através de todas essas variáveis. Normalmente colocar todo esse conteúdo em apenas um menu enorme, por mais organizado que seja, não resulta em algo amigável e fácil de se navegar. Enquanto muitos sites precisam de mais de dois menus de navegação, todo e qualquer site precisa de pelo menos dois menus: Primário e Secundário.

Navegação Primária significa o conteúdo em que a maioria dos usuários se interessarão. Mas importância é relativa. O tipo de conteúdo primário de um site pode ser conteúdo secundário de outro. Tudo depende do público-alvo, e dos objetivos que o site tem, por exemplo: ‘Notícias’ é conteúdo primário em um portal como UOL, e ‘informações sobre a empresa’ é secundário. Em um site institucional, essa ordem seria inversa.

Navegação secundária é o conteúdo de segunda importância para o usuário. Qualquer conteúdo que não se encaixe no objetivo do site, porém o usuário ainda pode se interessar, vai aqui. Para muitos blogs, isso incluiria links como “Quem Somos”, “Anuncie”, “Ajuda”, etc. Para outros sites pode ser a “área do cliente”, “Perguntas Frequentes”, etc.

A primeira tarefa a ser feita ao elaborar a navegação de um site é organizar seu conteúdo. Somente após organizar o conteúdo é possível determinar o que é primário e o que é secundário. E claro, o que ajuda a determinar essa ordem é o propósito do site, e qual o seu público-alvo.

Considerações Importantes

Desenhar a navegação de um site nada mais é do que considerar a usabilidade (identificar o objetivo do site e o que é importante ao usuário) e a fácil identificação das áreas.

Horizontal x Vertical

A decisão se a navegação do site será horizontal ou vertical costuma ser determinada pela natureza e pelo foco do site. Muitas vezes é um mix de ambos, mas na navegação primária podemos identificar algumas tendências. Sites pequenos tendem a ter navegação horizontal no topo do site, enquanto grandes sites corporativos costumam usar as duas formas, geralmente com menus drop-down.

Blogs variam bastante, a navegação primária (como categorias ou páginas) costuma ser horizontal, enquanto outros conteúdos são dispostos na vertical. Em sites de notícia a navegação é mista, e não costumam seguir nenhuma tendência nesse sentido.

Exemplo de navegação Horizontal

Exemplo de navegação Vertical

Exemplo de navegação Mista

Um grande número de fatores influencia na decisão entre vertical e horizontal, incluindo design, usabilidade e profundidade do assunto. Muitas vezes os designers utilizam de ícones ou adicionam elementos visuais para evidenciar melhor os conteúdos. Outra consideração importante é o uso de tipografia diferenciada: já que a navegação é a área mais popular do site, pode-se dar um tratamento especial em sua tipografia para tornar a experiência do usuário mais distinta e única.

Menus Drop Down

Enquanto menus horizontais são melhores para a navegação principal, sites maiores necessitam de uma navegação mais profunda. Menus drop-down podem acomodar muitos itens em um mesmo espaço, além de preservar espaços valiosos e manter a navegação organizada. A hierarquia pode ser refinada com sub-níveis e ainda sub-níveis de sub-níveis, ajudando o usuário a filtrar a informação para chegar à informação ou seção que ele deseja. Ainda mais úteis são os “mega drop-downs” que podem acomodar uma variedade ainda maior de conteúdo e layout e oferecem ao usuário uma área clicável bem maior. Eles também são ótimos para se destacar atributos adicionais e outros conteúdos não essenciais. Qualquer que seja o caso, é importante indicar ao usuário a existência do drop-down, seja usando setas, ícones ou alguma outra sinalização.

Conclusão

Navegação complexa, seja pelo volume do conteúdo, áreas de clientes logados ou não, ou por outro motivo, pode adicionar muito trabalho no processo de design. Entretanto com um planejamento sólido e uma boa organização, o trabalho pode tornar-se consideravelmente fácil. Organizar, desenhar e desenvolver a navegação pode tomar muitas formas, mas há muitas tendências e recursos a se recorrer em cada etapa do processo.

Texto original: Kayla Night – Planning And Implementing Website Navigation

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Sobre Carlos Costa

Carlos Costa é o diretor de criação da WebTraffic. Com mais de 13 anos de experiência em branding e varejo, Caju é especialista em UX, arquitetura da informação e planejamento de projetos e hoje é o responsável pela equipe de criação da agência.

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