Muito se fala em desenvolvimento utilizando metodologias ágeis, mas qual o conceito disso? Desde quando é assim? Por que usar?

“No princípio era o caos” o desenvolvimento era chamado de waterfall ou desenvolvimento em castata, quer dizer, um processo só poderia ser iniciado depois que o anterior fosse finalizado, na seguinte ordem:

- Definição dos requisitos do projeto.
- Projeto: com o escopo definido, se inicia a fase de telas e análise de banco de dados.
- Codificação, a “mão na massa” propriamente dita. – onde são realizados testes, para garantir o perfeito funcionamento do que foi feito.
- Implementação, quer dizer, colocar em produção.

Não vamos aqui falar das origens, mas de uma concepção clara de duas metodologias ágeis que estão fortemente difundidas no mercado hoje em dia: SCRUM e XP

SCRUM
Em 1995 Ken Schwaber formalizou a definição de Scrum a partir de um modelo de gerenciamento de projetos que vinha sendo usado na fabricação de carros, e aplicou ao desenvolvimento de softwares.

Em Scrum temos 3 personagens: O Product Owner, o Scrum Master e o Team.
O Product Owner alimenta uma lista de requisições chamada Product backlog. Em reuniões essa equipe cria um Sprint Backlog, que é uma lista das solicitações do PO com um período específico para ser concluído (Sprint). Nesse período, essas solicitações vão ser criadas, homologadas e implementadas.
Esse Sprint varia entre 2 e 4 semanas, com reuniões diárias chamadas de Daily Meeting ou Standup Meeting pois devem ser realizadas em pé para não levar mais do que 10 minutos.

XP
Em 1996 Kent Beckem se tornou líder do projeto de folha de pagamento da Chrysler e começou a esboçar o método de desenvolvimento, e criando assim um livro com as práticas adotadas até hoje.

Em XP temos 5 princípios básicos: Feedback rápido, Presumir simplicidade, Mudanças incrementais, Abraçar mudanças e Trabalho de alta qualidade.

Esses assuntos são bem abrangentes e podem ser mais detalhados num próximo post, mas a ideia é saber que existem métodos para desenvolver softwares de forma ágil, baseados num manifesto ágil de desenvolvimento que segue 4 fundamentos básicos.E

Queria deixar claro que essas são duas das principais metodologias utilizadas, mas que valem a pena serem testadas e até usadas juntas, pois são muito semelhantes, e em alguns pontos até convergem. Podem ser usadas a partir de uma equipe muito pequena, com uma ou duas pessoas, e se e equipe for muito grande pode ser dividida em várias equipes ágeis.

Segue uma piadinha só pra descontrair.


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Sobre Marcelo Morote

Sócio e diretor de TI da WebTraffic, responsável pelas equipes de Desenvolvimento Web e de Otimização de Sites. Formado em sistemas pela Anhanguera, certificado em Google AdWords e Analytics, também certificado Scrum Master pela Scrum Alliance. Pai do Danilo e apaixonado por códigos.

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